SANTA IRMÃ DULCE DOS POBRES
Trajetória de Irmã Dulce
Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, Bahia.
Quando ela tinha sete anos, sua mãe morreu e passou ser criada pelas Tias que a acolheu.
Aos 13 anos, ela acolhia mendigos e doentes e pessoas necessitadas na casa onde morava com o pai e os irmãos, no bairro de Nazaré, na capital baiana, passando a se dedicar aos pobres.
Irmã Dulce criou uma obra social.
Na década de 60 transformou um galinheiro do Convento de Santo Antônio em albergue, porque precisava abrigar 70 doentes que estavam desabrigados e aos seus cuidados e como naquele momento não havia onde colocá-los, os colocou no “galinheiro” e após este acolhimento amoroso, transformou este mesmo galinheiro em um grandioso Hospital. Foi quando mais tarde o lugar deu origem ao Hospital Santo Antônio, no Largo de Roma, em Salvador, e as Obras Sociais que levam o nome dela. Construindo um Hospital que faz mais de três milhões de atendimento por ano, que começou muito pequeno e se tornou o maior Hospital da Bahia.
A vida religiosa começou aos 18 anos, quando, após se formar como professora primária, ela ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Somente aos 19 anos, mais especificamente em 13 de agosto de 1933, recebeu o hábito de freira e adotou o nome de Irmã Dulce em homenagem à sua Mãe, que se chamava Dulce Maria; naquele mesmo mês, ela viveu seis meses em São Cristovão (SE) e depois voltou para Salvador.
No ano de 1935, iniciou a assistência à comunidade carente, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que foi formado no bairro de Itapagipe, na capital baiana.
Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas, em um local de Salvador conhecido como Ilha dos Ratos. Nos imóveis, ela acolhia enfermos e desabrigados.
E ainda na década de 30, ajudou operários do bairro de Itapagipe, em Salvador, a formarem a União Operária São Francisco. Logo depois, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, fundou o Círculo Operário da Bahia. Junto aos trabalhadores, ela inaugurou um colégio para os filhos dos operários e ainda ajudou a fundar os cinemas Plataforma e São Caetano, além do Cine Teatro Roma; a renda obtida nos cinemas contribuía para a manutenção do Círculo Operário.
Irmã Dulce para alguns era conhecida como a Freira dos “pidões”, porque como não tinha fonte renda certa para ajudar os pobres, doentes, desabrigados e a quem necessitava, passou também a pedir de políticos que a ajudassem para poder ajudar a sua obra e a quem verdadeiramente precisava, possuindo linha direta com alguns deles. Diante de sua infinita generosidade, Irmã Dulce também era conhecida como Madre Teresa Brasileira, tamanha era a sua bondade. Sendo também agraciada pela visita de Madre Teresa de Calcutá em sua passagem pelo Brasil, visitando Irmã Dulce em virtude de generosidade e de amor ao próximo.
Irmã Dulce, além de ser conhecida como a Santa dos Pobres, também era conhecida como o Anjo Bom da Bahia.
Em 13 de março de 1992, Irmã Dulce já fragilizada fisicamente comprometida por um enfisema pulmonar, embora tendo a sua capacidade pulmonar reduzida a 30%, Irmã Dulce nos deixou de causas naturais, falecendo no convento onde morava em Salvador, na Bahia.
Irmã Dulce no ano 2001 foi nomeada beatificada. Foi atribuído a ela um milagre comprovado de uma mulher que logo após o nascimento do segundo filho, teve uma hemorragia muito intensa, tendo momentos de oração a Irmã Dulce, a mulher foi curada, sendo uma cura inexplicada pelos médicos, e, o segundo milagre foi um Maestro Baiano que ficou cego por 14 anos afetado por um glaucoma, desenganado pelos médicos de que não enxergaria mais, voltando a enxergar após orar pra Irmã Dulce e esse milagre também foi atribuído a ela.
Irmã Dulce não é conhecida somente pelos seus milagres, mas sim pelo seu amor, porque amou aos podres, serviu com sua bondade e generosidade. Possuía extrema sensibilidade e extremo amor ao próximo.
Em 13 de outubro de 2019, Irmã Dulce foi canonizada e se tornou a primeira Santa Brasileira com o nome Santa Dulce dos Pobres.
SANTA IRMÃ DULCE DOS POBRES, ROGAI POR NÓS !
Texto: César Ferreira – Césão….
